Nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, eleitores americanos vão às urnas nas eleições de meio de mandato (midterms), em uma disputa vista como um referendo sobre os dois primeiros anos do segundo mandato do presidente Donald Trump.

Em jogo está o controle do Congresso — Câmara dos Representantes e Senado —, o que pode limitar ou reforçar a capacidade do republicano de avançar sua agenda nos próximos dois anos.

Todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado estão em disputa (incluindo eleições especiais). Os republicanos entram com maioria estreita na Câmara (cerca de 218-214) e no Senado (53-47).

Os democratas precisam de um saldo líquido de cerca de três a quatro assentos na Câmara e quatro no Senado para conquistar o controle de cada casa.

Pesquisas e analistas apontam favoritismo democrata para retomar a Câmara, enquanto o Senado permanece mais incerto, com disputas acirradas em estados como Michigan, Texas, Ohio, Alaska, Maine, Iowa e Kansas.

Temas como custo de vida, inflação e a guerra liderada pelos EUA com o Irã dominam o debate eleitoral.

Uma vitória democrata em uma ou ambas as casas poderiam abrir caminho para investigações sobre o governo Trump e dificultar a aprovação de projetos e nomeações. Já a manutenção do controle republicano daria continuidade ao apoio legislativo ao presidente.

Os resultados começam a sair após o fechamento das primeiras urnas no final da tarde (horário de Brasília) e podem se estender por dias em disputas apertadas.

 

Fonte: RNC – Foto:  White House/Divulgação

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