A morte da freira Irmã Nadia Gavanski, de 82 anos, ocorreu no último sábado, 21 de fevereiro de 2026, no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, localizado em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. O caso chocou a comunidade local e católica pela brutalidade e pelo contexto de vulnerabilidade da vítima.
O que aconteceu:
Irmã Nadia foi encontrada morta no pátio do convento, com sinais de agressão física grave, incluindo asfixia e ferimentos compatíveis com agressão (algumas fontes mencionam golpes, possivelmente com objeto contundente).
Ela estava caída, com roupas parcialmente retiradas, e aparentemente foi atacada enquanto ia ao fundo do convento para alimentar as galinhas — uma rotina diária dela.
Um homem de 33 anos invadiu o local e foi preso em flagrante pela Polícia Militar e Civil do Paraná (PC-PR) enquanto tentava fugir. Ele confessou o crime em depoimento e alegou ter ouvido “vozes” que o ordenaram a matar alguém.
Segundo a polícia, o suspeito passou a noite anterior consumindo álcool e drogas (incluindo crack), o que teria desencadeado alucinações auditivas. O suspeito foi encaminhado à cadeia de Irati e segue preso. A investigação continua pela Polícia Civil para apurar detalhes, como motivação exata e se houve tentativa de furto ou outro crime associado (ele invadiu o convento, mas o foco principal foi o homicídio).
Quem era Irmã Nadia Gavanski:

Nascida em 18 de maio de 1943, em Queimadas (zona rural de Prudentópolis-PR), filha de José e Ana Gavanski, ela tinha sete irmãos e cresceu em ambiente religioso e rural. Ingressou na congregação em 1971, aos 27 anos, e dedicou 55 anos à vida religiosa.
Atuou em várias comunidades do interior do Paraná, como Dorizon, Irati, Ivaí, Prudentópolis e outras, sempre em tarefas simples, de oração, serviço doméstico e apoio à comunidade.
Após um AVC, tinha dificuldades na fala, mas mantinha rotina ativa e era descrita por irmãs como “humilde, confiante, profundamente mariana” (devota à Virgem Maria), com “alegria no olhar” e testemunho de fé discreto e constante.
Sua rotina era discreta: oração, preparação de refeições, cuidados com horta, galinhas e tarefas da casa. Era conhecida pelo “sorriso acolhedor”, “alegria no olhar” e comunicação por gestos e olhar — especialmente após o Acidente Vascular Cerebral (AVC) que comprometeu sua fala. Apesar da limitação, continuou ativa e transmitia paz e confiança.
Descrições de irmãs e amigas (como Irmã Deonísia Diadio, que a visitava frequentemente):
- “Humilde, confiante e profundamente mariana”.
- “Vida simples, testemunho silencioso de bondade e entrega”.
- “Comunicava-se com gestos e pelo olhar. Era muito querida”.
Sua vida religiosa foi de serviço silencioso, sem destaque público, mas com impacto profundo na comunidade católica ucraniana do Paraná.
Amigas e irmãs da congregação lamentaram a perda, destacando que seu testemunho de vida deve inspirar a defesa da vida e da paz.
O crime gerou comoção e debates sobre violência, impunidade e vulnerabilidade de idosos/religiosos em áreas rurais. A Diocese e a congregação manifestaram solidariedade e luto.
Fonte: RNC – Foto: Redes Sociais/Reprodução
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