O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou na segunda-feira (20 de julho de 2026) proclamações que impõem tarifas adicionais de 50% sobre uma ampla gama de importações do Canadá, afetando cerca de US$ 20 bilhões em bens (aproximadamente 5,2% das importações totais dos EUA do Canadá em 2025).

Principais detalhes da medida:

Motivação:

Retaliação ao que a administração Trump chama de “tratamento discriminatório” do Canadá contra produtos americanos em setores como automóveis, laticínios (sistema de supply management) e álcool (províncias canadenses retiraram bebidas americanas das prateleiras).

Produtos afetados: Incluem vinho, cerveja, licores, tacos de hóquei, cimento, produtos lácteos, papel, madeira, móveis, brinquedos, roupas e outros. As tarifas valem mesmo para bens antes protegidos pelo USMCA (antigo NAFTA).

Exceções:

Energia (petróleo), potássio (potash), minerais críticos e peixes não são atingidos.

Entrada em vigor: Em cerca de 30 dias (por volta de 19 de agosto), dando margem para negociações.

O Canadá é o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos (atrás do México em alguns rankings recentes de volume total), com forte integração em cadeias de suprimentos automotivas, energia e manufatura.

Reação canadense:

O primeiro-ministro Mark Carney afirmou que o país está pronto para “intensificar” as negociações comerciais nas próximas semanas e criticou as ações unilaterais dos EUA, que violariam o espírito do USMCA. O acordo comercial trilateral não foi renovado automaticamente e agora passa por revisões anuais.

Essa é a mais recente escalada na tensão comercial entre os dois países, que já inclui tarifas anteriores em aço, alumínio e outros setores.

Resposta do Canadá às tarifas de 50% impostas pelos EUA

O primeiro-ministro Mark Carney reagiu rapidamente à medida anunciada por Donald Trump. Em declaração oficial, ele:

Classificou as tarifas como a “mais recente de uma série de ações unilaterais dos EUA” que violam o espírito do CUSMA (acordo comercial EUA-México-Canadá).

Afirmou que o Canadá apenas “respondeu na mesma medida” às tarifas americanas anteriores.

Criticou implicitamente ameaças à soberania canadense (referência às declarações de Trump sobre o Canadá como “51º estado”).

Destacou que o Canadá já apresentou propostas abrangentes para resolver disputas e modernizar o acordo comercial.

Principais pontos da posição oficial de Carney:

“Esta disputa comercial elevou os custos para as famílias, especialmente nos EUA.”

“O Canadá está pronto para intensificar essas discussões nas próximas semanas.”

“Em todas as circunstâncias, o Canadá trabalhará incansavelmente e tomará quaisquer medidas necessárias para fortalecer nossa economia interna e apoiar trabalhadores, agricultores, empresas e famílias canadenses.”

Até o momento, não há anúncio de novas tarifas retaliatórias imediatas do governo federal. O foco principal é na negociação intensiva (há uma janela de cerca de 30 dias antes das novas tarifas entrarem em vigor, em meados de agosto). O Canadá mantém tarifas de contramedida já existentes (até 25% em alguns produtos americanos, como aço, alumínio e veículos).Reações de outros líderes canadenses:

Doug Ford (premier de Ontário): Defendeu resposta “tarifa por tarifa, dólar por dólar” se as medidas americanas avançarem. Ele tem sido linha-dura, especialmente no boicote a bebidas alcoólicas americanas.

Entidades empresariais (como Canadian Chamber of Commerce e Canadian Manufacturers & Exporters) chamaram a escalada de “preocupante” e “danosa” para os dois lados, pedindo acordo urgente.

O Canadá continua enfatizando diversificação de mercados (com mais de 20 novos acordos econômicos e de segurança assinados recentemente) e fortalecimento interno, mas prioriza o diálogo com Washington devido à profunda integração econômica entre os dois países.

Fonte: RNC – Imagem: RNC/Frame

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