O protesto ocorre exatamente no dia em que a Câmara dos Deputados começou a debater o projeto de reforma trabalhista (já aprovado no Senado na semana passada). A expectativa é de votação no plenário por volta de 25 de fevereiro, com aprovação pretendida até 1º de março.
Principais impactos da greve
- Transportes — Paralisação total ou parcial: sem ônibus, trens, metrô (subte) e voos comerciais na maior parte do país. Isso já causou cancelamentos de voos afetando inclusive o Brasil (como no Aeroporto de Guarulhos).
- Outros setores — Bancos funcionam normalmente em muitas agências, mas há adesão variável em comércio, serviços públicos e indústria. Hospitais mantêm plantões de emergência.
- Manifestações — A CGT optou por um paro sem grande mobilização de rua inicialmente (para evitar confrontos), mas há relatos de piquetes em fábricas e adesão ativa em algumas regiões (ex.: Zona Norte de Buenos Aires).
Motivos da greve: Os sindicatos rejeitam a reforma por considerá-la prejudicial aos trabalhadores. Entre os pontos mais criticados:
- Facilitação de demissões e redução de indenizações.
- Limitação do direito de greve.
- Possibilidade de jornada estendida (até 12 horas em alguns casos).
- Redução de horas extras, fracionamento de férias e enfraquecimento de negociações coletivas setoriais. O governo Milei defende que as mudanças “modernizam” as relações trabalhistas, reduzem informalidade (acima de 40%) e incentivam geração de empregos formais.
Posição do governo Milei: O governo adotou tom duro:
- Prometeu repressão a qualquer ato de violência ou bloqueio durante a greve e protestos.
- Alertou jornalistas e imprensa sobre “medidas de segurança” e riscos em coberturas próximas ao Congresso ou em manifestações — uma orientação incomum que gerou críticas por possível intimidação à liberdade de imprensa.
- O Ministério do Capital Humano emitiu intimações a sindicatos de transporte para não aderirem integralmente.
A tensão é alta, com o governo buscando aprovar a reforma rapidamente para avançar sua agenda liberal. A greve busca pressionar deputados indecisos e marcar resistência sindical.
Fonte: Agência Brasil – Imagem: RNC/Frame-IA
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