Nas eleições de meio de mandato de terça-feira (3 de novembro de 2026), os democratas tomaram o controle tanto da Câmara dos Representantes quanto do Senado, com vitórias amplas em redutos republicanos históricos.
Dezenas de milhões de eleitores rejeitaram o presidente Donald Trump, motivados principalmente pela frustração com o alto custo de vida, a guerra contra o Irã (lançada em fevereiro) e a percepção de falta de freios ao governo.
Principais resultados
Senado: Democratas viraram pelo menos 6 a 7 cadeiras republicanas (incluindo Texas, Kansas, Carolina do Sul, Iowa, Ohio, Carolina do Norte e Maine), alcançando maioria (projetada em torno de 53-54 cadeiras).
- Destaques históricos: Kansas elegeu o primeiro senador democrata desde a Grande Depressão (quase um século); Texas elegeu um democrata (James Talarico derrotou Ken Paxton) após décadas sem vitória estadual; Carolina do Sul derrotou o candidato apoiado por Trump.
- Câmara: Democratas conquistaram a maioria (superando as 218 cadeiras necessárias), com ganhos de dezenas de assentos, inclusive em distritos conservadores. Projetos apontam para uma das maiores maiorias democratas em quase duas décadas.
- Outros: Vitórias em governadorias, como no Texas (Gina Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott, no terceiro mandato) e em estados como Iowa e Ohio.
Pesquisas de boca de urna indicaram que cerca de metade dos eleitores via a eleição como oportunidade de “reprimir” Trump, e a maioria queria mais fiscalização do Congresso sobre o presidente. Três quartos se disseram “raivosos” ou “insatisfeitos” com o rumo do país.
Reações e consequências
Trump minimizou a derrota nas redes, dizendo que “não estava na cédula” e que teria vencido “por esmagadora maioria” se estivesse — apesar de ter pedido que os eleitores votassem como se ele estivesse. Ele afirmou estar disposto a trabalhar com os democratas.
A partir de janeiro de 2027, o Congresso democrático deve investigar o governo Trump, sua família e aliados, bloquear partes da agenda do presidente e exigir concessões em projetos de lei. Isso marca o fim de dois anos de controle republicano total em Washington e inicia um período de governo dividido.
A notícia circula amplamente nos principais veículos como Reuters (fonte principal da Agência Brasil e UOL), The Washington Post, NBC, CNN, The Guardian e G1. Os resultados ainda estão sendo atualizados em alguns estados nesta manhã de quarta-feira.

















