A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na terça-feira (4 de agosto), a Operação Rede Interrompida contra oito pessoas investigadas por discutir possíveis ações violentas em Brasília durante o período eleitoral deste ano.
Os alvos, com idades entre 19 e 31 anos, residem em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nesses estados, com apoio das polícias civis locais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Ciberlab), da Abin e do Ministério Público de Santa Catarina.
Segundo a PCDF, as comunicações analisadas no Telegram faziam referências frequentes a Brasília como destino de uma mobilização prevista para as eleições.
O grupo discutia invasões de edificações, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios da região central da capital, incluindo áreas próximas ao Palácio do Planalto, Congresso e STF.
Também circularam manuais para fabricação de artefatos explosivos.As apurações tiveram origem em relatório técnico do Ciberlab.
Em Santa Catarina, três mandados foram cumpridos em Blumenau e Corupá.
No Paraná, pelo menos um mandado foi executado em Curitiba. Não houve prisões e não foram apreendidos armamentos ou explosivos nas diligências.
A investigação apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime e infrações previstas na legislação antirracismo. Até o momento, não há enquadramento na Lei de Terrorismo.
O material apreendido (celulares, computadores e outros dispositivos) será analisado para esclarecer o grau de organização do grupo e o estágio das discussões. A operação tem caráter preventivo e busca interromper possíveis articulações de violência no contexto eleitoral.
Fonte: RNC- PCDF-Gaeco – Imagem: PCDF
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