Emmanuel Macron pediu que a OTAN realize um exercício militar na Groenlândia, e o gabinete presidencial francês afirmou que a França está “pronta para contribuir” com tropas, equipamentos ou outros recursos.

Isso foi anunciado oficialmente nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, em meio a uma escalada de tensões transatlânticas causada pelas declarações repetidas do presidente dos EUA, Donald Trump, que defende a aquisição ou controle da Groenlândia (território autônomo da Dinamarca, membro da OTAN).

O pedido francês surge como uma forma de reforçar a presença da aliança no Ártico, demonstrar unidade europeia e sinalizar que a segurança da região (incluindo contra interesses russos e chineses) é uma prioridade coletiva da OTAN — sem ceder a pressões unilaterais.

Macron criticou implicitamente as ameaças de Trump (como tarifas elevadas a aliados europeus que resistirem), afirmando em Davos (na terça, 20/01) que a Europa “não cederá à intimidação” nem aceitará “pressões”.

Exercícios da OTAN variam de treinamentos pequenos a grandes operações com milhares de soldados, navios, aviões e veículos blindados.

Situação atual na GroenlândiaJá há movimentações militares limitadas: países europeus da OTAN (incluindo França, Alemanha, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Países Baixos) participam ou planejam participar de exercícios como o “Arctic Endurance” (organizado pela Dinamarca).

Alguns soldados europeus já chegaram à ilha para treinamentos conjuntos de defesa.Os EUA mantêm uma base militar lá (Thule) e anunciaram envios rotineiros de caças para treinamentos, o que gerou desconfiança na Europa.Reações

O secretário do Tesouro americano criticou duramente Macron, dizendo que ele deveria focar no orçamento francês “em frangalhos” em vez de propor exercícios na Groenlândia.

Trump continua pressionando publicamente pela Groenlândia, alegando razões de segurança nacional e ameaçando tarifas (inclusive filtrando mensagens privadas de Macron para expor divergências).

A OTAN ainda não respondeu oficialmente ao pedido francês, mas líderes da aliança já alertaram que a abordagem de Trump pode desestabilizar a própria aliança.

Essa crise destaca fissuras na OTAN: de um lado, europeus defendendo a soberania dinamarquesa/groenlandesa e a unidade da aliança; do outro, pressões americanas que questionam o compromisso transatlântico. A Groenlândia ganha importância estratégica crescente no Ártico devido ao derretimento do gelo, rotas marítimas e recursos naturais.

Fonte: RNC – Imagem: Frame

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