Com um primeiro tempo truncado, com muitas faltas e poucas chances claras. No segundo tempo, a Inglaterra abriu o placar com Anthony Gordon aos 55 minutos e passou a se defender mais, recuando.
A Argentina dominou a posse e pressionou bastante, mas Jordan Pickford fez defesas importantes. A virada veio nos minutos finais.
Placar final: Inglaterra 1-2 Argentina
Inglaterra: Anthony Gordon (55′)
Argentina: Enzo Fernández (85′) e Lautaro Martínez (90’+2′)
A Argentina virou o jogo nos minutos finais e se classificou para a final da Copa do Mundo contra a Espanha.
Como foi o confronto:
O jogo foi muito tenso e equilibrado, com forte rivalidade histórica (marcada por jogos como 1966, 1986 com a “Mão de Deus” de Maradona etc.). O primeiro tempo foi truncado, com muitas faltas e poucas chances claras. No segundo tempo, a Inglaterra abriu o placar com Anthony Gordon aos 55 minutos e passou a se defender mais, recuando. A Argentina dominou a posse e pressionou bastante, mas Jordan Pickford fez defesas importantes. A virada veio nos minutos finais:
Aos 85′, Enzo Fernández empatou com um belo chute de fora da área (cerca de 20 metros), após assistência de Lionel Messi.
Aos 90’+2′, Messi cruzou da linha de fundo e o substituto Lautaro Martínez cabeceou para o gol da vitória.
A Argentina mostrou mais garra e qualidade nos momentos decisivos, enquanto a Inglaterra ficou muito passiva após abrir o placar e não conseguiu segurar o resultado. Messi, aos 39 anos, foi fundamental com duas assistências e foi eleito um dos melhores em campo.
Destaques
Lionel Messi (Argentina): Brilhou com duas assistências decisivas. Chegou a 10 assistências em mata-mata de Copas do Mundo (recorde recente) e segue escrevendo história em sua provável última Copa.
Enzo Fernández (Argentina): Gol espetacular de fora da área.
Lautaro Martínez (Argentina): Gol da virada no fim, saindo do banco.
Anthony Gordon (Inglaterra): Abriu o placar, mas o time não sustentou.
Jordan Pickford (Inglaterra): Fez grandes defesas, mas não foi suficiente.
Técnicos: Lionel Scaloni celebrou a mentalidade guerreira da Argentina. Thomas Tuchel foi criticado pela postura excessivamente defensiva após o gol.
Essa vitória colocou a Argentina na final (buscando o bicampeonato consecutivo) e elimina a Inglaterra mais uma vez em semifinal de Copa. O jogo reforçou a rivalidade histórica entre as duas seleções.
Análise Tática da Virada Argentina (Inglaterra 1-2 Argentina – Semifinal Copa do Mundo 2026).
A virada da Argentina nos minutos finais não foi apenas mérito de “garra” ou sorte: foi fruto de superioridade tática progressiva, exploração das fraquezas inglesas e uma mudança clara de momentum após o gol de Anthony Gordon.
Contexto inicial do jogo
Primeiro tempo: Jogo truncado, com muitas faltas e baixo xG (quase zero para os dois lados). Argentina teve leve domínio de posse, mas sem grande profundidade. Inglaterra se mostrou compacta e explorou transições com Gordon e Spence.
O gol inglês e a mudança de postura de TuchelAos 55′, Gordon abriu o placar após bom cruzamento. A partir daí, Thomas Tuchel adotou uma postura excessivamente conservadora:
Substituições defensivas: Ezri Konsa entrou no lugar de Gordon → virada para linha de 5 (back five).
Outras entradas defensivas (Burn, etc.) para “proteger” o 1-0.
Inglaterra recuou demais, cedeu a iniciativa e ficou com apenas 12% de posse do minuto 55 até o final (Argentina dominou com ~88% no período final).
Essa “retirada” deu sangue na água para a Argentina (como disse Scaloni). O time de Scaloni sentiu o cheiro de sangue e aumentou a pressão.
O que a Argentina fez de diferente na virada
Aumento da intensidade e amplitude: Argentina empurrou linhas para frente, esticou o campo com Messi pelas pontas e usou Mac Allister/Fernández como motores centrais.
Exploração dos espaços: Com a Inglaterra em bloco baixo e passivo, Messi ganhou tempo e liberdade nas laterais. Seus cruzamentos e passes se tornaram letais.
Gol de Enzo Fernández (85′): Chute de fora da área (20m) após Argentina circular a bola e encontrar espaço entre as linhas inglesas. Fernández teve tempo porque a marcação inglesa estava desorganizada após tantas mudanças defensivas.
Gol de Lautaro Martínez (90’+2′): Messi foi à linha de fundo (explorando fadiga inglesa) e cruzou no segundo poste. Martínez, que entrou no segundo tempo, atacou o espaço entre os zagueiros (clássica falha de marcação em bloco baixo cansado).
Argentina teve 1.84 xG contra muito menos da Inglaterra, com 15 finalizações. Mostrou superioridade clara no final.
Problemas expostos da Inglaterra
- Fadiga e conservadorismo: Jogadores cansados (Premier League + calendário apertado) + decisões de Tuchel que tiraram ritmo ofensivo (saída de Gordon, por exemplo).
- Falta de posse após abrir o placar: Não conseguiram controlar o jogo com a bola, ao contrário de times que vencem grandes finais.
- Defesa de cruzamentos e bolas aéreas: Sofreu muito no final, especialmente com a linha recuada.
- Isolamento de Kane: Sem suporte, o capitão ficou sozinho na frente.
Resumo tático da virada
A Argentina venceu porque:
- Manteve a identidade de pressionar e atacar mesmo atrás no placar (mentalidade campeã).
- Explorou o recuo inglês com posse, amplitude e qualidade individual (Messi + Fernández).
- Fez substituições ofensivas (Martínez) enquanto Tuchel foi defensivo.
Tuchel “jogou com fogo” ao priorizar a proteção do resultado contra um time que historicamente cresce na adversidade. A Argentina, com experiência de campeã do mundo, cheirou a fraqueza, foi para cima e virou com méritos.
Fonte: RNC – Imagem: RNC/Frame
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