App que “envelhece” usuários podem entregar dados a empresas parceiras

Por Jornalismo Rede Nova - 17/07/2019

Febre nas redes sociais, o aplicativo FaceApp, por meio de sua desenvolvedora, a Wireless Lab, constrói uma base de dados a partir das informações dos usuários coletadas na plataforma. Tudo isso acontece com a autorização de quem a utiliza.

A aplicação faz uma estimativa de como cada pessoa seria anos mais velha. O FaceApp disponibiliza ainda funções para mudança da aparência na internet, como corte de cabelo ou cor dos olhos diferentes.

O FaceApp ocupa o primeiro lugar dos mais baixados do Google Play e App Store nas categorias de fotografia e vídeo.

Uma das informações colhidas pela plataforma e empresas parceiras é o histórico de navegação do browser.

“Usamos ferramentas de análise de terceiros para nos ajudar a medir o tráfego e as tendências de uso do serviço. Estas ferramentas reúnem informação enviada pelo seu dispositivo ou pelo nosso serviço, incluindo as páginas web que visita, add-ons, e outra informação que nos ajude a melhorar o serviço. Reunimos e usamos esta informação analítica juntamente com informação analítica de outros utilizadores, para que não possa ser usada para identificar qualquer utilizador individual em particular”, diz a política de privacidade.

O pedido da Web, o endereço IP, o tipo de navegador, as páginas de referência e saída e a URL, o número de cliques e a forma como interage com os links no serviço, nomes de domínio, páginas de entrada, páginas visualizadas e outras informações do arquivo de registro (log file information) são acessadas pelo aplicativo.

Para isso, são utilizados cookies e “tecnologias semelhantes” para extrair esses dados e, assim, direcionar outras funcionalidades, como anúncios publicitários.

O FaceApp também pode reunir “informações semelhantes de e-mails enviados para os utilizadores”, que depois os ajudam a monitorar “quais e-mails são abertos e em que links os destinatários clicam”, de acordo com o documento da política de privacidade.

O aplicativo ainda faz uso de “identificadores de dispositivos”, para fazer o reconhecimento nos casos em que os usuários utilizam aparelhos móveis, como smartphones ou tablets.

A empresa, no entanto, diz não recolher “intencionalmente” informações de menores de 13 anos e que, se o fizer, é obrigada a eliminá-las.

A aplicação diz que o colhimento de informações serve para “melhorar e testar a eficácia do serviço, desenvolver e testar novos produtos e recursos, monitorar métricas, como o número total de visitantes, tráfico e padrões demográficos, diagnosticar ou corrigir problemas tecnológicos, e para atualizar automaticamente a web”.

O usuário, quando aceita os termos de privacidade, autoriza o FaceApp a partilhar seus dados com seus parceiros, como empresas de publicidade, empresas afiliadas, ou com organismos terceiros que ajudem no desenvolvimento do serviço da aplicação. Assim, essas informações podem ser armazenadas e processadas em países em que a FaceApp, as empresas afiliadas, ou os provedores dos serviços tenham instalações, inclusive nos Estados Unidos. Estes podem também transferir entre si dados pessoais dos utilizadores mas também informações do seu país e jurisdição.

Fonte: AgênciaBrasil